Arco-íris da vida

Saturday, January 21, 2006

Livros



Um dos meus passatempos preferidos é a leitura, especialmente romances. Às 13h e 20m da manhã de hoje terminei mais uma leitura, pois esta quando é interessante, faz-me perder a noção do tempo. "O presságio da sereia" foi uma prenda deste Natal passado. É, sem dúvida, mais um livro envolvente e que transporta qualquer pessoa para algumas recordações da sua infância.
Os segredos mais profundos arrastam consigo correntes sombrias. Cass Brainbridge está a viver tempos estranhos. Daí que deixe Londres para aceitar um emprego de assistente universitária na costa sul da Grã-Bretanha. Mas serão um novo emprego e uma nova cidade sinónimos de uma nova vida? Não. Principalmente se já se traz alguma bagagem indesejável. As memórias dolorosas de um segredo que acabou de destruir o que restava da sua já problemática infância e mudou a sua vida para sempre começam então a assombrá-la. E a crescente sensação de que está a ser observada, numa altura em que violentos ataques a estudantes estão a ocorrer em pleno campus universitário, transforma o seu receio num avassalador redemoinho de pânico que ameaça sugá-la. Será ela a próxima vítima? Ou haverá uma razão mais sinistra para que tenha sido precisamente Cass a ser transformada em alvo? Além disso, Brighton não é uma escolha natural para uma mulher com um já antigo medo do mar. Cass pode ter tentado encerrar um capítulo da sua vida ao deixar Londres, mas cedo vai descobrir que alguns elementos da sua nova existência são igualmente perturbantes.
Quem pode ficar indiferente perante a leitura deste pequeno excerto de uma carta de um filho à sua mãe, que nem conhece.
"Espero que não tenhas vergonha de mim. Apesar dos meus começos instáveis, sempre fiz tudo o que me pediram. Portei-me bem, passei nos exames, não me meti em sarilhos. É verdade que tenho dificuldades em confiar nas pessoas e em relacionar-me com elas. E às vezes sinto invadir-me uma raiva tão violenta que me apetece bater em qualquer coisa, causar a alguém este sofrimento. E quando a escuridão me envolve, só consigo pensar: que fiz eu para assim me rejeitares?"

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